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Zootec 2011 – Professor do ICA/UFMG realiza mostra fotográfica e palestra em Maceió-AL
A capital alagoana, Maceió, sediou nos dias23 a27 de maio de2011 aedição do ZOOTEC. O congresso, foi realizado no Centro Cultural e de Exposições de Maceió, visou o debate sobre ensino e capacitação profissional na área de Zootecnia.
O tema abordado foi “Inovações Tecnológicas e Mercado Consumidor”. Durante o evento ocorreram palestras, minicursos e mesas redondas sobre diferentes temáticas e uma exposição fotográfica denominada “Ambiente em Foco” do palestrante e Zootecnista Paranaense Dr. Délcio César Cordeiro Rocha.
Dentre os objetivos do evento destacou-se à colaboração para a formação de estudantes de Zootecnia, bem como o estímulo à integração entre acadêmicos e produtores do setor agropecuário.
Segundo palestrante prof. Délcio Rocha do Instituto de Ciências Agrárias da UFMG, que abordou o tema “Criação e manejo de animais silvestres em cativeiro”. “Foi uma experiência impar e uma honra estar entre os convidados, tanto como palestrante, quanto como expositor num evento tão importante e tão bem estruturado. O ZOOTEC é um evento internacional que ocorre anualmente, Busca promover o debate e a discussão de desafios e tendências do setor agropecuário, pois tem o intuito de proporcionar aos participantes do evento o contato com inovações tecnológicas, científicas e de ensino na área de zootecnia. O próximo ano ocorrerá em Cuiabá-MT.”
A exposição fotográfica “Ambiente em Foco” depois de passar pela UFAL (Universidade Federal de Alagoas) está hoje no Centro Cultural de Montes Claros – MG em comemoração a semana do Meio Ambiente. Em junho irá para a UFPA (Universidade Federal do Pará) em Belém onde estará ocorrendo outro encontro internacional SBZ. No inicio de agosto estará na UNICENTRO depois no Campus do CEDETEG e Campus de Irati – PR. Pois segundo Rocha: “É incrível como os visitantes ficaram maravilhados com a beleza dos biomas de Guarapuava, com destaque para o Parque Municipal das Araucárias e do Parque Estadual da Lapa Grande no Cerrado Norte Mineiro, então nada mais justo que os guarapuavanos também possam ter a oportunidade de visita-lá”.
O Dr. Délcio Rocha atualmente é vice presidente do IVA – Instituto Vida Animal e professor do ICA – Instituto de Ciências Agrárias da UFMG, onde coordena os Programas “ Universidade Solidária” www.universidadesoliaria.com.br e “Meio Ambiente e Cidadania” com mais de 18 projetos voltados para a tríade: extensão/pesquisa/ensino.
Parabéns zootecnista!
No dia 13 de maio de 1966, em Uruguaiana, Rio Grande do Sul, era criado o primeiro curso de Zootecnia no país. Desde criança ouvimos falar que o Brasil “é um país agrícola” ou “é o celeiro do mundo” ou ainda “é o país do futuro”. Apesar de tantos problemas sociais e econômicos, parece que o novo século está trazendo bons ares ao país e, como não poderia deixar de ser, é através, principalmente, do campo.
Um terço da riqueza produzida no país tem origem no campo.
Nestas quase quatro décadas de existência do Curso de Zootecnia, os Zootecnistas já formados, sem dúvida alguma, têm apresentado relevantes contribuições ao avanço social e econômico do nosso país, através do fomento à nossa pecuária e ao desenvolvimento produtivo dos nossos rebanhos, bem como estudando alternativas de produção racional de diferentes espécies animais, nas mais variadas condições.
Atualmente, são cerca de 11.000 profissionais formados e já existem mais de 50 faculdades espalhadas no país. Os números mostram uma categoria com amplas possibilidades de fortalecimento das suas bases, pela manutenção de uma firme atuação, tanto na iniciativa privada, quanto no setor público, juntamente com outras profissões das Ciências Agrárias.
Na atualidade, é dispensável frisarmos a evolução da Zootecnia como ciência, uma vez que, rotineiramente, a sociedade tem tido contato com os avanços da genética animal, dos sistemas intensivos de criação, do acentuado crescimento da Avicultura, Suinocultura, Bovinocultura de Corte e Leite, que são as mais expressivas mantenedoras de postos de trabalho e renda no meio rural. Têm avançado também os conhecimentos na área de alimentação, nutrição e manejo geral dos animais de interesse econômico e social, com respeito ao meio ambiente como patrimônio às futuras gerações.
Fonte: Universidade Católica de Goiás e www.zootecniabrasil.com.br
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Levantamento das apreensões registradas pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) em Montes Claros no ano de 2007
Os Centros de Triagem têm como finalidade a recepção, seleção, tratamento e destinação dos animais silvestres resgatados, entregues e apreendidos. As movimentações nos CETAS devem ser monitoradas, sendo importantes devido ao grande número de apreensões registradas em Montes Claros. Objetivou-se neste trabalho compilar e organizar os dados do CETAS do Escritório Regional de Montes Claros (ERMOC). Os registros foram disponibilizados pelo ERMOC do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Foram analisados o levantamento de 2007 e as fichas de recebimento individuais, sendo esses compilados e organizados agrupando-se os animais por classe, ordem e espécie. Neste ano foram apreendidos 1070 animais, entre répteis, aves e mamíferos. O maior número registrado foi de aves (n=883), representando 82,52% dos animais. A segunda maior freqüência foram os mamíferos (n=122), ou seja, 11,40%, seguida pelos répteis (n=66), com 6,17%. As maiores ocorrências foram 599 Passeriformes (55,98%), 41 Didelphimorphia (3,83%) e 36 ofídios (3,36%). O passeriforme mais freqüente (9,34%) foi Paroaria dominicana (n=100), comumente chamado de galo de campina. O único Didelphimorphia recebido foi o gambá, Didelphis albiventris (n=41). Nos ofídios, a jibóia, Boa constrictor (n=15) teve a maior participação, 1,40%. Historicamente, a maior freqüência de recebimentos nos CETAS são as aves, devido ao seu valor como animal de canto ou de companhia. No ano de 2007, a segunda maior freqüência registrada foram os mamíferos, e desses, o gambá, possivelmente devido ao consumo humano da carne desse animal na região. Em relação aos répteis, normalmente a maior freqüência está associada ao recolhimento pelo órgão ambiental, provavelmente devido ao receio natural do ser humano. Esse trabalho demonstrou que, no ano de 2007, as aves foram os animais mais apreendidos, seguidos de mamíferos e répteis.
Palavras-chave: animais silvestres, levantamento, centros de triagem
Autores
FRANCO, Mariana Rezende
OLIVEIRA, Neide Judith Faria de
ROCHA, Délcio Cesar Cordeiro
CAMPEDELLI, Elza Rodrigues
BARBALHO, Ney de Magalhães
SOUZA, Rogério Marcos de
XVII Semana de Iniciação Científica da UFMG
Levantamento do consumo de carnes de animais silvestres no município de Montes Claros – MG
| Segundo a legislação Brasileira, animais silvestres são as espécies nativas e a ingestão da sua carne é relatada por muitas pessoas. Devido ao abate ilegal, há um risco para a biodiversidade e a saúde pública. Porém, poucos são os dados de ingestão destas carnes e pesquisas de mercado sobre o tema. Este estudo teve como objetivo realizar o levantamento do consumo de carne de animais silvestres no município de Montes Claros – MG. Foram aplicados 1228 questionários, no período de 21 de maio a 31 de agosto de 2007, em escolas de ensino fundamental e médio, faculdades, eventos agropecuários e logradouros públicos como praças mercados e feiras. O entrevistado foi induzido a listar todas as carnes consideradas diferentes das usualmente consumidas, ao responder a seguinte pergunta: “Você já experimentou outras carnes consideradas exóticas?” Os resultados demonstraram que num universo de 1228 pessoas, os cinco animais mais consumidos foram tatu 392 (26,71%), jacaré 164 (13,36%), veado 139 (11,32%), paca 138 (11,24%) e capivara 133 (10,83%). Estes foram seguidos por cobra 84 (6,84%), teiú ou lambu 49 (3,99%) e jia 22 (1,79%). Apesar de alguns relatos da paca como a carne mais apreciada no país, essa pesquisa demonstrou que as carnes de tatu, jacaré e veado, em ordem decrescente, foram as mais consumidas pelos entrevistados, antes da paca. Possivelmente, existam variações regionais interferindo nessa observação. Concluiu-se que o consumo de animais silvestres é comum e mais pesquisas são necessárias para estabelecer o potencial de mercado destas carnes no Norte de Minas. |
| Palavras-chave: |
| consumo humano, carne, animais silvestres |
| Autores
CAMPEDELLI, Elza Rodrigues OLIVEIRA, Neide Judith Faria de FARIA FILHO, Daniel Emygdio de |
| ROCHA, Délcio Cesar Cordeiro |
| FRANCO, Mariana Rezende Franco |
| SOUZA, Rogério Marcos de |
XVII Semana de Iniciação Científica da UFMG
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Curso de capacitação atende professores e gestores da rede municipal de Montes Claros-MG
A UFMG, Unimontes, Instituto Vida Animal – IVA, Instituto Estadual de Florestas e Secretaria Municipal de Educação realizaram, dia 21, a abertura do curso de capacitação online de educadores e gestores do entorno do Parque Estadual da Lapa Grande, com 100 professores e gestores da rede municipal de educação. De acordo com o professor do curso, Délcio César Cordeiro Rocha, o objetivo foi de passar o conhecimento sobre o parque para os professores, para que os mesmos munidos dessa bagagem de conhecimentos possam passá-lo também aos alunos, bem como noções de preservação e responsabilidade com o meio ambiente.
“Pelo fato dos professores já conhecerem o parque, nosso trabalho será facilitado. Será um curso de 180 horas, gratuito, e vamos trabalhar com quatro módulos. Esse é um curso inédito no Brasil e oferece aulas à distância e presenciais”, afirma.
Inicialmente, ele revela que o projeto iria de escola em escola, mas que a primeira etapa foi marcada pela capacitação e, posteriormente, será feita a visitação das escolas ao parque, até mesmo para que os professores e gestores possam estar explicando melhor sobre o parque para seus alunos.
O Parque da Lapa Grande será reaberto para visitação no dia 24 deste mês, uma possibilidade que antes era impossível, visto que, anteriormente, somente convidados podiam visitá-lo. “No dia da árvore, 21, foi lançado o curso de capacitação que faz parte do programa Ambiente em foco/Meio ambiente e cidadania, da UFMG, e cursos de capacitação ambiental, tanto para o parque, como também para o zoológico. Este último por meio do Projeto Educação Ambiental no Zôo, e faz parte do Programa Universidade Solidária”, explica.
Entre os módulos que serão trabalhados com os professores e gestores está o módulo histórico, que vai abordar sobre o contexto onde mora; o módulo da fauna e da flora, que vai tratar da biodiversidade; o módulo sobre espeleologia, que vai fornecer conhecimentos sobre as cavernas do parque; e o módulo de educação ambiental, no qual serão ministradas técnicas para serem aplicadas dentro da escola para os alunos.
Délcio Rocha revela que se pode usar, como exemplo, o projeto Itamar, que funciona a partir da conscientização das pessoas, e que o intuito, com essa capacitação e com os demais projetos que a universidade desenvolve com relação ao meio ambiente, é de educar crianças e adolescentes a respeitarem e preservar a biodiversidade.
“São as crianças que vão dar as respostas a longo prazo, por isso a necessidade de moldar essas questões ambientais em sala, de fazer com que as escolas aprendam novas técnicas para ensinar às crianças; elas repassam isso para os pais e crescem com esse propósito, uma nova geração com possibilidade de mudança”, ressalta.
Além das crianças, ele afirma que a capacitação também é muito importante, pois vai levar informações para as pessoas que moram no entorno do parque, para que os mesmos possam auxiliar na manutenção e preservação do mesmo, pois serão os primeiros a sentirem os impactos, tanto os positivos como os negativos. Ele ainda enfatiza que a ideia de realizar essa capacitação nasceu a partir de uma ação realizada em Nova Esperança, onde foi promovido o Dia do Meio Ambiente. As pessoas não só participaram, como mostraram interesse em mudanças. O retorno dessa ação foi satisfatório. “Percebemos que ainda falta isso, um contato entre universidade e comunidade, pois a universidade tem o dever de dividir o conhecimento e informações com as pessoas. Não só os alunos como os professores que participaram gostaram muito”, conclui.
Por: Paula Machado
Fonte: Gazeta Norte Mineira


